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Volta ao mundo de Carro de 43 meses2019-11-03T11:55:53-03:00

Seja bem-vindo ao portal da nossa volta ao mundo de carro

Prepara-se para encontrar uma infinidade de informações, abordando desde quando tivemos a ideia de dar a volta ao mundo de carro, em meados de 2012, passando pela escolha da rota, o planejamento e as nossas estatísticas.

Ao todo são mais de 250 posts escritos da estrada, ao longo de quase 4 anos vivendo dentro de um carro e passando por mais de 70 países. Ou seja, o que não falta são histórias e aprendizado.

Boa leitura!

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Como surgiu a ideia da volta ao mundo de carro?

O ideia da volta ao mundo de carro surgiu do encontro de inúmeros fatores em nossas vidas e seria mentira dizer que ele já existia há muito tempo em nossas cabeças. Até pouco tempo antes da viagem dificilmente deslumbraríamos fazer uma viagem de carro mais longa do que São Paulo até o litoral paulista, eram raras as exceções.

Nossas discussões sobre o futuro eram sempre sobre a ideia de morar fora do Brasil, de preferência na Austrália, lugar em que morei dois anos e considero ideal para ter uma vida mais tranquila, segura e próxima da natureza.

Trabalhávamos sempre com a ideia de aos 35 anos (meus, por que sou um ano mais velho que a Rachel) começar os planos para essa nova etapa, ate lá trabalharíamos bastante, juntaríamos dinheiro e viajaríamos pelo mundo nas nossas férias.

Assim como fizemos nos últimos anos.

Tudo começou normal em 2012…

Continuávamos em nosso trabalho focados e comprometidos como sempre. Em abril fui passar quinze dias na Costa Rica surfando e descansando com meus amigos.

E sempre acontecia um baque na volta ao trabalho mas, dessa vez, estranhamente, foi muito difícil. O trabalho no banco nos proporcionava uma qualidade de vida altíssima, tanto no dia-a-dia como nas viagens, mas estávamos questionando aonde aquilo tudo iria nos levar.

Eram quase dez anos de banco, tempo que gostamos muito do que fazíamos, mas entendíamos que daquele momento em diante seria mais do mesmo, não deslumbrávamos muitos desafios que não fossem ligados à carreira e ao dinheiro!

Sentimos a necessidade de começar um novo ciclo em nossas vidas, talvez com menos dinheiro e mais insegurança, porém com mais vida!

Um dia falando com um amigo sobre a exposição do Arthur Simões do Pedal na Estrada e contando sobre essas expectativas de buscar novos desafios fora do banco, ele comentou comigo sobre um casal que tinha dado a volta ao mundo de carro, que ele tinha o livro e iria me emprestar.

Nem esperei ele me emprestar, no mesmo dia comprei o livro “Challenging your Dreams”.

Para ajudar sua próxima trip

Ao longo do site do Viajo logo Existo você verá que o nome dos países estão sempre marcados como link. Ao clicar neles você terá acesso aos guias de viagem gratuitos que escrevemos. Como são mais de 125 países visitados, tem alguns que ainda estão em desenvolvimento, mas já tem muita coisa legal para ajudar vocês.

O inicio da Volta ao mundo de Carro

O dia da partida, talvez o dia mais difícil de todos… 4/Maio/2013

78 países visitados de carro

VoltaMundoCarro Placeholder
VoltaMundoCarro

Olhei e não tive dúvida que era possível

Naquele momento a ideia ganhou forma na minha cabeça. Olhei e não tive dúvida que era possível, só precisava saber o que minha namorada achava da ideia. Contei no mesmo dia e ela gostou, disse que seria bacana e que toparia, mas não falamos de data específica, ficou como uma ideia para os próximos anos.

Porém na mesma semana eu tive um insight, a hora era agora ou não faríamos nunca. A cada ano que passa, involuntariamente, vamos ficando cada vez mais presos a nossa rotina, logo teríamos filhos, ganharíamos super promoções e o tempo passaria cada vez mais rápido!

Nada mudaria de verdade, trocaríamos o carro, o computador, uma ou outra coisa, mas o macro seria igual! Tínhamos de ir agora, afinal, ainda éramos relativamente novos, não tínhamos filhos, tínhamos algum dinheiro guardado e a viagem poderia até ser um trampolim para novos caminhos profissionais.

Por do sol na Nicarágua

Estávamos em busca de mais momentos como este: pôr do sol na Nicarágua.

Agora não tinha mais volta

Daí em diante começamos a pensar como seria, quanto dinheiro precisaríamos, quem poderia nos ajudar e por onde começar. Nesse meio tempo contei para meus pais sobre nossa ideia e eles foram bem receptivos, mas acho que não entenderam que isso era para o ano seguinte, 2013.

Ficou uma ideia que isso aconteceria um dia, mas não tão cedo. Entramos em contato com alguns casais que fizeram essa viagem e começamos a correr atrás de um carro. Paralelo a isso, começamos a pesquisar preço de muitas coisas para montar um estudo de viabilidade.

Os gastos principais na fase inicial seria o carro, os acessórios do carro, itens para camping, investimentos de divulgação, documentos, burocracias, etc.

Fizemos também um roteiro usando o Google Maps e conseguimos ter uma boa noção das distância que percorreríamos. Daí em diante foram inúmeras reuniões com diversas pessoas, ouvindo opiniões, críticas, histórias e devagarinho o projeto foi tomando forma.

O nome Viajo Logo Existo foi relativamente fácil de encaixar no projeto, em 2011 eu fiz uma exposição de fotos sobre minha viagem para Califórnia e usamos este nome. Ele foi perfeito para a ocasião. Largar tudo, cair na estrada e existir!

A vida antes e depois da Volta ao mundo de Carro

Publicamos a foto acima um mês antes de nossa partida. Antes e depois!

Foram doze meses de muito aprendizado de 2012 a 2013, até cair na estrada

O objetivo da volta ao mundo de carro

Definir um objetivo de uma viagem de volta ao mundo de carro é algo que deveria ser simples e fácil, mas esse não é o nosso caso! As pessoas perguntam qual é o nosso objetivo com essa viagem e nunca temos uma resposta pronta na ponta da língua!

O objetivo da nossa volta ao mundo pode ser dividido em duas frentes, o lado pessoal e o lado profissional:

Do lado pessoal: para vocês entenderem melhor, o Viajo Logo Existo nasceu de uma necessidade nossa de mudar de vida. Mas do que ter um objetivo ou conquistar algo, estávamos buscando uma forma de mudar, de começar de novo, de ter a chance de ter uma vida mais simples, mais barata e talvez mais intensa!

Passamos os últimos anos de nossas vidas focando somente em nós mesmos, agora chegou a hora de ajudar mais os outros!

A vida que tínhamos em São Paulo sempre foi ótima, mas estávamos preocupados com o que ela guardaria para nosso futuro. Vivemos os últimos anos em função do trabalho, do dinheiro, dos números e receamos ficarmos escravos disso no longo prazo.

O mercado financeiro foi ótimo para nós, mas achamos que chegou a hora de tentar algo novo, pelo menos por hora! Conhecer o mundo e suas diferentes culturas encaixou perfeitamente nas nossas expectativas de mudança, morar no carro e reaprender toda essa rotina do dia-a-dia seria perfeito para desapegarmos das rotinas da cidade grande.

Morar no carro vai nos expor de uma forma que nem conseguimos imaginar. Tudo isso sem falar nas pessoas que vamos encontrar pelo caminho, das situações que iremos viver, das diferentes línguas e costumes, da saudades dos familiares e amigos, da incerteza de como tudo isso irá acontecer! Inúmeras incertezas tornarão nosso dia-a-dia mais intenso e imprevisível.

Por fim, nosso objetivo pessoal é nos tornarmos pessoas melhores, simples assim!

Do lado profissional: estamos deixando nossas carreiras de anos no mercado financeiro para empreender um negócio novo para nós dois. Investimos mais de 100mil reais somente nos preparativos da viagem (carro, equipamentos, cursos…) e acreditamos que essa quantia será facilmente gasta ao longo dos próximos 42 meses com nossos custos do dia-a-dia.

Não sabemos se iremos retornar para o mercado financeiro no futuro, por mais que acreditamos ainda ter as portas abertas. (2019: não voltamos para o mercado financeiro, rs)

Buscamos no Viajo Logo Existo o início de um negócio que possa gerar renda o suficiente para nossa sobrevivência no longo prazo, seja através da comercialização de fotografias e textos, palestras sobre organização, experiência de vida e assuntos do gênero, patrocínio, passando por livros, workshops e consultoria na área de viagem ou inúmeras outras oportunidades que iremos descobrir ao longo do caminho.

Iremos empregar todo o nosso conhecimento para garantir que esse caminho seja traçado com tranquilidade e sucesso.

*Texto escrito em Agosto/2012

Seis meses em nossa Volta ao mundo de Carro - Equador

Uma das fotos mais marcantes do nosso primeiro ano na estrada

Como vocês montaram a rota?

Escolher a rota foi relativamente fácil, na verdade foi a primeira coisa que fizemos depois que decidimos realmente encarar o projeto. Isso foi um processo natural por que essa é uma das partes mais gostosas. Com o auxílio do Google maps e de dezenas de sites de viagem fomos fazer a rota da viagem. Você vai procurando informações da próxima parada e quando percebe já está pensando muito longe de casa!

Essa parte alimenta a vontade de conhecer o mundo todo e te dá força para começar a correr atrás de tudo que envolve um projeto desse tamanho.

Colocando a mão na massa

Como gostamos de viajar desde pequenos, sabíamos muitos lugares que gostaríamos de ir na ponta da língua. Em alguns casos, lugares que gostaríamos de voltar também.

Com o auxilio do Google maps e uma planilha de Excel você consegue ter uma boa noção da quilometragem total da viagem. Demora um pouco para você copilar todos os dados, mas o gostoso é você já ir pesquisando o que tem de bom para fazer em todas essas cidades do caminho.

Outro ponto importante é considerar pontos para dormir, comprar comida e abastecer o carro no itinerário. Isso ajuda a trazer uma ideia de segurança no trajeto.

Manter uma média diária de quilometragem baixa é aconselhável, vimos alguns casais que rodaram 150km na média durante a viagem de volta ao mundo. Parece pouco, mas existem trechos que você leva horas para fazer esses tais 150kms.

Nossa média acabou ficando em 124km por dia. Aprendemos que a melhor forma de baixar os gastos diários é dirigir pouco por dia. Os custos de comida e hospedagem você consegue diminuir. Já o custo do litro de diesel você só consegue dirigindo menos!

  • Evite dirigir a noite (dica importante)Uma boa ideia também é evitar dirigir durante a noite, por uma questão de segurança. Sem falar que a noite muitos lugares que são legais, no escuro parecem becos abandonados, rs! Principalmente porque muitos campings são fora da cidade, e isso não causa uma boa impressão do local. Não dirigir a noite ajuda a evitar boa parte dos problemas que podem ocorrer. Chegar a noite a uma região que você não conhece, com poucas referências de onde ir e pouco combustível por exemplo, pode ser uma fonte de stress desnecessário para o casal! Sem falar que o carro pode te deixar na mão! Muito risco para pouco retorno.
  • Estude a fundo os lugares – depois de feito o esboço da rota é importante verificar a situação geopolítica de cada região. O país está em guerra? Sua nacionalidade precisa de visto? É possível entrar com o seu carro? Nesse último assunto, cada país tem um processo particular para a entrada do carro em seu território. Muitos exigem o “Carnet de Passage”, outros o seguro Carta Verde e outros, nenhum dos documentos citados, somente muitos formulários preenchidos.

É muito importante o veículo estar no nome do condutor. Ele não pode estar financiado, ao menos que você tenha uma carta do banco autorizando sua saída do país. O que deve ser bastante chato conseguir.

O livro “Overlanders Handbook: Worldwide route and planning guide” é uma ótima dica para todas as dúvidas referentes a viagem.

Acampando no deserto do México

Acampando diante de uma baía cheia de baleia, na Baja California no México – Jan/2014

Essa foi a rota escolhida em 2013

Depois de quase dois meses direto, trabalhando no banco normalmente e na rota da viagem durante a noite, chegamos a esta rota abaixo. Seriam 70 países, nos 5 continentes, do Brasil até a Austrália. Dirigiríamos mais de 100.000 quilômetros e teríamos de fazer pelo menos 5 travessias marítimas.

Hoje quando olhamos para ela, achamos que foi uma boa rota, mesmo com todas as alterações que ocorreram.

Confira o que mudou e porque nos textos abaixo.

O mapa da nossa Volta ao mundo de Carro

Nossa rota começa em São Paulo, depois é só seguir a linha vermelha até a Austrália

Mesmo com muito planejamento, em uma viagem desta magnitude, nem sempre as coisas saem como previsto.

Mudanças são bem-vindas, sempre!

Ao longo da viagem você aprende muita coisa. Não importa o quanto você planejou mudanças vão acontecer, melhor aceitar isso rápido. Por isso tivemos de adaptar a nossa rota aos desafios que surgiam ao longo do roteiro. Abaixo segue a lista das principais alterações e dúvidas que as pessoas tinham em relação a escolha dos destinos!

Mudanças e adaptações na América

  • Por que não fomos para a Bolívia? Decidimos não visitar a Bolívia e sempre nos perguntam o motivo. Na época que saímos, tudo que ouvimos sobre dirigir na Bolívia não era legal. Lemos que havia problemas para estrangeiros comprar combustível no país, que a polícia era muito corrupta e a questão da segurança não era muito animadora. A última coisa que queríamos era ter problemas logo no começo da viagem. Sem falar que a Bolívia está aqui do lado e sempre será fácil pegar um avião e ir até lá.
  • Cadê o Canadá e o Alasca? Decidimos não ir além da região sul do Estados Unidos por conta do frio. Chegamos ao país em fevereiro, fim do inverno e mesmo assim ainda estava bastante frio. Pelo menos para nós. O problema não é a temperatura durante o dia, mas sim durante a noite. No Grand Canyon, por exemplo, pegamos agradáveis 20 graus durante o dia e 7 graus negativos durante a noite, impossibilitando dormir na barraca, pelo menos para nós. Outro ponto também é que se escolhêssemos curtir o verão no Alasca e Canadá, depois pegaríamos muito frio na Europa.

Mudanças e adaptações na Europa

  • Envio do carro – Nosso roteiro na Europa foi completamente alterado. Estudando sobre o envio do carro descobrimos que enviar o carro dos EUA para Portugal era mais caro e mais demorado do que enviar para a Holanda ou Bélgica. Optamos por enviar para Rotterdam na Holanda, e de lá, pensar como exploraríamos ao máximo o velho continente.
  • 180 dias no Schengen – Um outro ponto que achávamos que seria mais fácil de resolver era sobre a extensão dos 90 dias de visto para explorar a região do Schengen. Conseguimos a extensão na Alemanha no último dia e assim ficamos 180 dias nessa região da Europa.
  • Pulo até o Marrocos + visto novo – No sul da Espanha, aproveitamos a proximidade e demos um pulo de 18 dias até o Marrocos. Na volta cobrimos a costa sul da Espanha, sul da França, Suíça e então seguimos até a Inglaterra. Lá recebemos um novo visto de 180 dias para o Reino Unido. Ficamos mais de 30 dias em Londres aproveitando a cidade, trabalhando no segundo livro da Europa e acertamos o envio do carro de navio para África do Sul.
  • Irlanda e o restante do Reino Unido – Colocamos nosso carro dentro do container na Inglaterra rumo a África do Sul, e com tudo meio resolvido compramos uma passagem de avião para a Irlanda. Lá alugamos um carro e dirigimos até a Irlanda do Norte. Depois voamos para a Escócia, lugar belíssimo. Ainda conseguimos visitar o País de Gales e assim conhecer todos os países do Reino Unido.
  • Emirados Árabes – Hora de seguir para a África, mas no caminho ainda demos uma passada nos Emirados Árabes e conhecemos Dubai e Abu Dhabi.
Ano novo em Londres em 2014/15

Apreciando a natureza intocada de Portugal em 2014

Ano novo em Londres em 2014/15

Acampando em Sarajevo na Bosnia em 2014.

Ano novo em Londres em 2014/15

Curtindo o ano novo em Londres, enquanto o carro seguia de navio para a África – 2014/2015

Mudanças e adaptações na África

Chegamos ao continente africano no final de Fevereiro de 2015, como havíamos planejado no começo da viagem. Desembarcamos em Joanesburgo na África do Sul depois de quase dois anos de volta ao mundo de carro.

Após receber nosso carro no porto de Durban seguimos sentido Cidade do Cabo. De lá para o norte onde cruzamos nossa primeira fronteira com a Namíbia. De lá seguimos para a costa leste passando por Botswana, Zimbábue, Zâmbia, Malaui e Tanzânia.

Na Tanzânia, ou melhor, na ilha de Zanzibar, foi onde reencontramos o oceano Índico.

Como já havíamos especulado, existia uma chance de incluirmos o Quênia, Ruanda e Uganda em nosso itinerário, e foi o que fizemos. Também incluímos de uma rápida visita a República Democrática do Congo para ver os gorilas da montanha.

Colocamos nosso carro dentro do container na cidade de Mombassa, no Quênia e enquanto ele seguia para a Índia, aproveitamos para fazer uma visita a Etiópia.

Nosso plano original era enviar o carro para a Índia em setembro de 2015. Mas com a crise forte no Brasil, e a moeda brasileira, o real se desvalorizando, optamos por ir mais devagar, gastar menos e enviar o carro somente em novembro de 2015.

Mesmo enviando o carro para a Ásia com alguns meses de atraso, mantivemos a data de término da volta ao mundo de carro para o final de 2016.

Acampando no Quênia com nosso carro

Inspirando as futuras gerações a irem mais longe na África do Sul

Acampando no Quênia com nosso carro

Pôr do sol no Parque Nacional Masai Mara em 2015

Acampando no Quênia com nosso carro

Cara a cara com os raros gorilas da montanha no RD Congo

Nossa rota pela Ásia

Chegamos na Ásia pela cidade de Mumbai na Índia. De lá dirigimos até Nova Déli de onde viajamos de avião até o Nepal. Seria muito complicado ir dirigindo e também não queríamos ficar tanto tempo na região. Cruzamos a Índia toda até Mianmar e então cruzamos todo o Sudeste Asiático até a Malásia. No trajeto cruzamos Tailândia, Camboja e Laos.

Ao todo essa etapa inicial na Ásia levou um pouco mais de seis meses. Quem acompanhou sabe que o começo da viagem pela Ásia foi bastante desafiador, tivemos problemas com o carro no porto de Mumbai e com o carro quebrado no meio do nada do Índia (veja o vídeo desse dia). Saímos da Índia com o visto no limite, cruzamos Mianmar com um senhor sentado dentro do carro, acampamos em praças e vimos centenas de templos em Bagan.

Chegar na Tailândia foi como terminar uma IronMan para nós, ainda hoje lembro do alivio que sentimos. Foram quase três meses de constante desafios na Índia, Nepal e Mianmar. A Tailândia representava tranquilidade, hotéis baratos, comida boa, no fundo, previsibilidade. Seguimos para o Laos e Camboja na companhia de um casal de ingleses de setenta anos. Eles se tornaram grande amigos e até hoje mantemos contato com eles. Chegamos até a alugar um apartamento juntos e passar dias e mais dias divagando sobre a vida. Eles já estão na estrada há quase duas décadas e não faltaram histórias… Pensa em um casal que já deu volta ao mundo de carro varias vezes.

Chegamos a Malásia

Por fim chegamos a Malásia, e como o transporte aéreo na Ásia é muito acessível, optamos por deixar o carro na casa de um brasileiro em Kuala Lumpur, capital do país. De lá seguimos de avião para China continental, Hong Kong, Macau, Taiwan, Coreia do Norte. Foi uma experiencia muito legal poder visitar lugares que não temos muitas noticias no Brasil. Ficamos impressionados com as luzes de Hong Kong e adoramos a pequena Macau. Em Taipei, capital de Taiwan, fomos muito bem recebidos por um casal de brasileiros. Já na China visitamos diversas cidades em quase um mês no país e saímos de lá pensando em voltar um dia, porque realmente nos surpreendemos com o que vimos. Por fim, resolvemos ir até a Coreia do Norte e visitar o país mais fechado do mundo.

De lá voamos para Cingapura onde encontramos um casal querido que trabalhou conosco no banco. Uma semana mais tarde seguimos para quase três semanas em Bali, Indonésia. Bali foi especial, exploramos varias regiões da ilha, alugamos uma moto, pegamos praia, comemos bem, foi inesquecível. Voltamos por 24hrs para a Malásia para resolver uma burocracia do carro, compramos uma passagem para Perth e seguimos na manha seguinte para a Austrália.

Os dias que ficamos na Coréia do Norte

Horas antes do carro quebrar na Índia

Os dias que ficamos na Coréia do Norte

O azul de Koh Samui na Tailândia 

Os dias que ficamos na Coréia do Norte

Até a Coreia do Norte acabou entrando no roteiro

Nossa rota pela Oceania

O plano inicial era enviar o carro da Malásia ou Cingapura para a Austrália, para Perth e então cruzar o país todo e de algum lugar da costa leste enviar o carro de volta para o a Brasil.

Contudo como os custos de envio são altos, consideramos o plano de não enviar o carro para a Austrália, e em vez disso, pegar um avião para o país e alugar um carro para fazer a costa leste. Sem falar que teríamos problemas para entrar com nosso carro na Austrália, o país é muito zeloso com importação de bichos e pragas e nosso carro fatalmente ficaria em quarentena, atrapalhando nossa jornada.

Ficamos um pouco mais de três semanas na Austrália, e temos certeza que foi pouco tempo. O lado bom é que ficamos um mês na linda, charmosa e pequena Nova Zelândia. E que lugar lindo, a ilha sul é tranquilamente um dos lugares mais lindos do mundo. Seguimos agora para o nosso último novo país, o Vietnã. Foram dezoito dias comendo muito bem, visitando cidades modernas, cidades antigas, adoramos TUDO!

Ao todo ficamos algo como 60 dias pela região, muito menos do que havíamos planejado inicialmente, mas faz parte.

Um dia nós contamos melhor essas histórias todas.

Isolados em uma ilha deserta na Barreira de Corais

A ilha da Sul da NZ e suas belezas infinitas

Ficamos 60 dias na Oceania e não vemos a hora de voltar!

Os posts da nossa viagem pelo mundo!

Depois de quase 4 anos de volta ao mundo de carro não faltaram histórias em nossas vidas! Por isso escrevemos mais de 250 artigos ao longo da viagem, sempre contando sobre os lugares que estávamos passando, visitando, os problemas e os desafios. Também publicamos 4 livros impressos, mas que também estão disponíveis no formato digital.

Clique e veja todos os posts da volta ao mundo de carro aqui

Inspire-se com nossos livros

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Livro Viajo logo Existo Um Ano na Ásia e Oceania (4)

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