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Retirada do carro no porto de Durban na África do Sul

Depois de três semanas em Johanesburgo era hora da retirada do carro no porto de Durban na África do Sul.

Depois de três semanas em Johanesburgo era hora de partir ao encontro do nosso companheiro, o carro. Entre as opções disponíveis para chegar em Durban resolvemos alugar um carro e assim já testar o GPS.

Entre Johanesburgo e Durban, a cidade portuária onde o carro chegou, são quase 600km e levamos um domingo inteiro para cobrir o trajeto. A estrada é boa e não tivemos nenhuma parada policial.

Em Durban reservamos um hotel do lado do escritório que estava resolvendo a papelada do carro. Eles nos pediram para chegarmos as 9:00 da manhã na segunda-feira no escritório, então esse era nosso plano.

Momento emocionante quando tiramos o carro do contêiner

Medo da burocracia e tempo que levaria para tirar o carro.

Confesso que estávamos bem apreensivos com o tempo que demoraria para tirarmos o carro. Se teriam novos custos, se pediriam novos documentos. Tínhamos ouvido que não seria fácil então estávamos esperando o melhor mas preparados para o pior.

Quando chegamos ao escritório, nos pediram para sentarmos, tiraram algumas cópias dos nossos documentos e para aguardarmos um pouco.

Em pouco tempo chegou mais uma pessoa que disse que nos levaria de encontro ao carro. Uma vez no lugar onde o contêiner estava armazenado, o contêiner foi aberto e uma pessoa da aduana veio conferir.

Assinamos alguns papeis, tiramos o carro do contêiner, ligamos a bateria que estava desligada e ligamos o carro! Esse reencontro é um momento muito feliz, pois sabemos que começaremos nossa jornada pelo continente e que muita coisa nos espera.

Ficamos muito felizes de tudo correr bem. Em menos de duas horas estávamos com o carro e agora começaríamos a viagem pela África.  Agora era hora de decidir para onde seguiríamos. Tínhamos de devolver o carro alugado no aeroporto e de lá, seguiríamos viagem.

Esperando o pessoal da aduana fazer seu trabalho de verificação

Segunda parada na costa da África do Sul

Depois de resgatar nosso carro em Durban, nosso próximo destino seria a cidade praiana de Ballito, praia que o Leo já conhecia de nome devido ao surf. Apesar da tranquilidade da cidade, ficamos surpresos com a estrutura do camping apesar de não ter internet.

Fomos até a praia, fizemos compras e demos aquela geral no carro. No camping tiramos tudo para fora, reorganizamos coisas, colocamos o colchão para tomar um ar, colocamos roupa de cama limpa. Como se fosse uma mudança de casa. Fomos dormir mortos mas felizes de voltar a dormir na barraca.

No dia seguinte o Leo foi abrir uma parte da barraca para ventilar e para surpresa geral havia vários macacos em volta do carro. Eu já dei um pulo e fomos observar os diversos animais que rodeavam o carro. Tomamos café com calma enquanto eles saltavam entre as árvores, as mães corriam com os filhotes pendurados no pescoço, tudo muito legal e próximo da natureza.

Aproveitamos para resolver algo que precisávamos resolver há algum tempo: nosso fogão. O gás que tínhamos acabou e precisávamos ver qual seria a solução. Fomos a uma loja de materiais de construção, tipo Leroy Merlin e depois de algumas horas por lá, achamos uma solução que não sabíamos se funcionaria… Para garantir levamos também um botijão a gás e um fogareiro que funcionaria direto nele. Pelo menos agora temos como cozinhar.

Para os próximos dias decidimos que desceríamos a costa rumo a Cape Town, apesar de a Garden Route ser a parte mais explorada pelos turistas que vêm ao país a parte chamada Wild Coast (Costa Selvagem) também parece ter sua beleza…

Nossa primeira dormindo na barraca na África do Sul

Wild Coast, a costa leste da África do Sul

De Ballito até Port Elizabeth são aproximadamente 1.000km. Esse trajeto acaba não ser muito visitado pelos turistas que sempre vão a mais famosa e gloriosa Garden Route. Porém achamos que foi uma boa maneira de começarmos nossa jornada pelo país.

Fizemos o trajeto ao longo de uma semana e encontramos várias coisas que nos surpreenderam para o bem e para mal.

Entre as coisas boas acho que o principal que vale dividir é a questão dos campings, é incrível como existe a cultura de camping por aqui. Mesmo em vilarejos remotos, sem estrada, casas bem simples, havia um camping com uma estrutura boa, lugar para acampar, churrasqueira (verdadeira paixão nacional), banheiros limpos, chuveiros quentes e sempre sinalizados.

Apesar de termos comprado um guia no primeiro dia com o carro, com medo de não encontrar campings, sempre havia uma placa, daquelas do governo, sinalizando o caminho para o camping.

Entre as belezas naturais vimos lugares realmente bonitos, apesar do nome Wild Coast significar Costa Selvagem, o nome está mais ligado ao perigo da região para os barcos que passavam por aqui do que a natureza em si.

De qualquer forma vimos lugares belos como Coffee Bay e o Hole in the Wall, a natureza de forma bruta, sem cidades por perto, só pequenos vilarejos, crianças vestidas de uniformes coloridos saindo da escola.

Dirigimos pela wild coast, que apesar de não ser nada turística é bem selvagem

A parte não tão legal da Wild Coast na África do Sul

Do lado negativo vimos muitas crianças pedindo dinheiro na estrada, e não crianças pedintes, não, crianças que estavam as vezes em casa, e só de ouvir o barulho do carro já vinham correndo e começamos a gritar “Money, Money” (que significa dinheiro, dinheiro) e apontar para a mão…

Apesar de casas simples, as crianças estavam vestidas, não pareciam mal nutridas ou nada disso, parece só um hábito ao ver um turista.

Passamos em vilarejos bem sujos e apesar de não termos sentido nenhuma sensação de insegurança, o que mais ouvimos foi: não dirijam a noite, cuidado, não deixem nada no carro. A cada novo camping, recebíamos novas recomendações.

Perto de East London, já no último dia por esse lado da costa, seguimos para um camping que tínhamos indicação e na chegada já nos deparamos com alguns antílopes, vimos girafas, avestruzes, veados e pequenos animais.

Foi o primeiro camping que encontramos com internet e com isso, resolvemos ficar dois dias para trabalhar. Vimos um casamento acontecer ali e ainda o camping lotado no domingo, com famílias fazendo churrasco, crianças brincando, pessoas fazendo caiaque no rio, tudo muito leve. Já na segunda-feira éramos somente os dois… acho que era hora de partir!

Momento único de uma menina brincando na saída da escola

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