Miami, nossa última parada nos EUA

Nossa viagem pela América estava chegando ao fim. Agora era aproveitar Miami, nossa última parada nos EUA e mandar nosso carro para a Europa.

O Miami entraria na nossa lista de cidades especiais não pelas compras ou pelas praias. Mas sim, por ser nosso destino final nos EUA e pelos amigos que fizemos por lá.

No nosso primeiro fim de semana por aqui já reencontramos o Edu e a Cecília. O Edu foi quem contratou o Leo como estagiário no banco, lá em 2004, antes do Leo ir para a Austrália. Depois foi meu chefe também! Foi um encontro super legal e o filho deles o Tomas se divertiu com o carro. O que era para ser somente um almoço virou um almoço e jantar e acabamos saindo de lá quase meia noite!

Ainda tivemos um almoço com o Vitor, apesar de não o conhecermos até então, ele estudou no mesmo colégio que o Leo. No final descobrimos muitos amigos em comum! Seu irmão que mora no Panamá estava aqui também e fizemos um agradável churrasco nipo-brasileiro em um parque em Surfside. Mais uma amizade bacana!

Achamos as praias muito cheias por aqui

Colocando a vida em dia

Também aproveitamos os dias por aqui para trabalhar bastante e começar a tirar várias ideias do papel. Atualizamos o site, fizemos back-up das fotos, fazer uma limpeza no carro, mandar coisas para o Brasil e por ai vai! Tinha dias que o Leo sentava no computador as oito da manhã e juro, só levantava para ir ao banheiro ou tomar banho e só saia para dormir a uma da manhã!

Para quem não viu lançamos novos produtos no Viajo Logo Existo. Três modelos de canecas e estamos correndo para lançar camisetas e arquitetando o projeto do livro de 1 ano de viagem através de financiamento coletivo. Então aproveitamos para estudar bastante sobre como seria tudo isso!

Fora isso quebramos a cabeça com o envio do carro. Nossa previsão era estar na Holanda lá pelo dia 15 de Maio, o que não conseguimos fazer. Mas todos os dias tínhamos que olhar outras possibilidades, responder e-mails, conseguir documentos e falar com outros viajantes! Para nós é sempre aprendizado mas também tem um certo estresse de querer resolver tudo!

Tivemos mensagens de pessoas que nos viram na rua e assim conhecemos o casal Luís e Marcia. Tomamos um café da manhã com eles na Bagel Cove em Aventura e eles nos falaram da sua paixão por viagens. Moram aqui nos EUA mas já moraram no Canadá e em Milão (fizeram muitas viagens pela Europa na era pré gps e pré cartão de crédito)!

Também encontramos um bilhete no para-brisas do carro da Ivie, que mora no prédio onde estávamos e já conhecia o Viajo logo Existo! Fomos jantar com ela e a Gabi, sua filha, e além de render muitas risadas e Gabi já nos salvou de uma confusão no nosso voo de ida para Amsterdã!

Sol, belos hotéis, carrões, isso é Miami

Últimos dias pela América

Ainda em Miami, teríamos mais encontros legais! Fomos convidados para conhecer a Fundação Surfrider, que faz um projeto legal para manter as praias limpas e diminuir o consumo de sacolas e garrafas plásticas!

O Jayson que trabalha na ONG fez contato conosco e nos convidou para conhece-lo. Marcamos de nos encontrar em uma galeria no Art District e lá conhecemos o Sean Havas, ótimo fotografo e dono da galeria, que inclusive deixou portas abertas para quando o Leo quiser expor algumas fotos! Depois de um ótimo bate-papo com o Jayson e o Scott, que também é voluntário na Surfrider, ele ainda nos convidou para jantarmos de novo com sua família! E mais uma vez tivemos um ótimo programa! Adoramos conhecer americanos e ver eles tão abertos em nos receber em sua casa e conhecer família e tudo mais!

Os primeiros 20 dias por aqui ficamos na casa da Alessandra, que já agradecemos mil vezes mas vale agradecer mil e uma! Ela mora em Manaus mas deu um jeito da chave do apartamento aqui de Miami chegar até nós e ficamos muito bem hospedados!

Depois fomos para a casa da Thaís, que trabalha no Citi, onde trabalhamos juntas. Apesar de termos jantado com ela assim que chegamos na cidade, ela precisou ir para o Brasil para algumas reuniões. Mas mais uma vez nos deparamos com mais generosidade. Mesmo fora do país ela nos disponibilizou sua casa e seu carro. Por sorte a warehouse (depósito) onde entregamos o carro era do lado da casa dela e conseguimos resolver tudo por ali.

Nossa terceira casa, agora, de um cubano

Por último mas não menos importante, fomos para uma terceira casa! A Lidia é brasileira e tia de uma amiga minha de infância, ela é casada com um cubano e eles não tem filhos, acabam que adotam todos que passam por aqui! Eles queriam nos receber desde o primeiro dia, então resolvemos ficar esses últimos três dias com eles que renderam boas risadas!

Tivemos dois amigos do Brasil que estavam aqui a passeio, isso é o bom de estar em Miami! Um deles o Renato, é namorado da Andressa que morou comigo por muito tempo, e conseguimos encontra-lo para atualizar o papo! E o Edu, amigo do Leo da escola que estava por aqui e inclusive pediu a namorada em casamento na viagem! Foi legal encontra-los e aproveitar um pouquinho com eles.

Tivemos ainda um almoço com o Dani, um amigo de infância do Leo, segundo ele primeiro amigo que ele teve no condomínio onde meus sogros ainda moram! O Dani e a Pri moram aqui há oito anos e fazia esse tempo todo que o Leo não o via. Eles tiveram o primeiro filho no dia seguinte que chegamos a Miami e estavam super corridos, até encontramos o irmão do Dani, o Fernando, que veio ver o sobrinho e nos trouxe o documento do carro desse ano. Mas ainda faltava encontrar o Dani e conhecer o mais novo membro da família! Os encontramos dois dias antes de partir e foi muito gostoso o encontro!

O texto ficou grande, mas não podíamos deixar de mencionar nenhuma das pessoas acima! Ficamos muito felizes com o carinho, a generosidade, as dicas, os lugares que cada um nos levou para conhecer, o que cada um cozinhou e por ai vai! Com certeza vamos sempre lembrar de Miami como um lugar cheio de amigos!!

Último dia do Coyote

Depois de 13 meses dirigindo pela América toda, 16 países, mais de 57mil quilômetros, chegava a hora de se despedir temporariamente do nosso carro, o Coyote. Todos iríamos para o mesmo destino, os Países Baixos, porém em formas diferentes.

Enquanto nós pegaríamos um avião para cruzar o Oceano Atlântico até Amsterdã, o Coyote iria fazer esse trajeto de navio, descansando dentro de um contêiner. Para isso tínhamos que entregar ele em um galpão, onde ele seria colocado dentro da casa de ferro dele e seguir em frente!

Já havíamos passado por isso na Colômbia. Enviamos o carro da Colômbia ao Panamá para assim vencer o intransponível Estreito de Darrien. Naquela ocasião, foram somente 4 dias, tudo muito rápido!

Agora será um mês. Até porque no momento que escrevo esse post o Coyote ainda nem saiu de Miami. Se tudo der certo, ele cai na estrada, ou melhor no mar, no dia 01 de Junho e deve chegar em Rotterdam por volta do dia 16 de Junho. Considerando mais uns 3/4 dias para liberar ele no porto, estaremos felizes se voltarmos a vê-lo no dia 20 de Junho nos Países Baixos.

Na Colômbia entregamos o carro no porto, quase dentro do navio. Mas em Miami o processo é um pouco diferente, tão desorganizado quanto na Colômbia. A SEFCO, empresa que negociamos o envio do carro, nos passou um endereço e uma data e lá fomos nós cumprir essa missão!

Hora de ir embora de Miami!

Jogamos o endereço no GPS e em meia hora chegamos a uma rua que parecia abandonada. Depois de rodar o quarteirão umas 4 vezes resolvemos pedir informação para um senhor. Ele olhou o endereço no meu celular e falou: “está vendo aquele carro que acabou de chegar, fale com eles, eles trabalham na Miami Cargo Solutions”. Ok, obrigado!

Fizemos contato e falamos que viemos para deixar o carro. O cara simplesmente falou: “legal, pode parar o carro ali e deixar a chave, fica tranquilo que está tudo certo!”. Tivemos que explicar que o carro era também nossa casa e que gostaríamos de acompanhar o processo.

Adentramos sua sala em meio a um monte de tranqueiras, mostramos todos os documentos, etc e confesso que ele foi a nossa salvação. Nos explicou todo o processo, todos os detalhes e fez de tudo para que tudo saísse certinho e o mais rápido possível. Lenny era seu nome e virou nosso primeiro amigo da Russia.

Ele está no EUA há 24 anos e trabalha somente com comércio exterior. Falou que seu forte é enviar carros batidos para América Central e Oriente Médio, onde eles são consertados e revendidos a preços de novos!

Em dois dias voltamos ao mesmo lugar para entregar o carro de vez. Onde acompanhamos todo o processo dentro do galpão até ele estar dentro do contêiner e devidamente preso! A Chel mesmo que dirigiu ele para dentro.

Chegava a hora de fechar o contêiner e lacra-lo. Ainda tivemos de ir na aduana carimbar um papel e pagar uma pequena taxa.

Agora é pegar nosso voo para Amsterdã e torcer para o carro chegar inteiro para começarmos nossa jornada pela Europa.

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