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Atravessar de carro Uganda na África

Quando falamos que íamos atravessar de carro Uganda na África, recebemos muitas mensagens sobre ser perigoso! Bom, com certeza, segurança era nossa principal preocupação, mas também aprender mais sobre o país e curtir o que desse.

Depois de aproveitar um belo pôr do sol nas margens do Rio Nilo era hora de levantar acampamento e seguir para o Lago Nabugabo, mais uma parada em nossa jornada rumo a Kigali em Ruanda.

No caminho tivemos que passar por dentro de Kampala, capital de Uganda. Estrategicamente optamos por fazer isso em um domingo, imaginando que o transito seria menor e portanto levaríamos menos tempo para cruzar a sua zona urbana. Kampala é famosa pelo tráfego pesado e lento.

Contudo, devido a proximidade da celebração da independência do país, as ruas do centro estavam fechadas para as festividades e o transito todo comprimido em pequenas ruelas laterais. Resumo, cruzamos 3km em 2 horas! Preparados, tínhamos dezenas de bons podcasts no ipad (trip fm, café Brasil, Ted Talk…) colocamos eles para rolar e impotentes, relaxamos dentro do possível!

Encontramos muitas estradas novas pelo país apesar de sermos os únicos na maioria do tempo. 

Segunda parada na travessia de Uganda

Na saída de Kampala, cruzamos a linha do Equador. Paramos para tirar algumas fotos e também percebemos que o clima aqui, apesar da altitude de 1.500m, já começa a ficar mais tropical, com arvores com grandes copas na beira da estrada e um verde mais denso na vegetação.

Após um dia todo dirigindo chegamos, finalmente, ao lago Nabugabo, que com todo respeito, não é nada demais. A agua escura devido a formação vulcânica da região não é convidativa, sem falar no vento constante.

Talvez estivéssemos no lugar errado, mas nossas referencias eram boas, pegamos as dicas do site Road Trip Uganda, que vende pacotes turísticos pelo país todo. O camping era bem localizado, de frente para o lago, mas a estrutura era fraca, sem banheiro descente, meio mal cuidado… pagamos 7 dólares, pelo menos o preço foi bom!

Um dos campings que tínhamos o endereço tinha pegado fogo. De qualquer forma, nos deixaram acampar no estacionamento.

Como e atravessar de carro Uganda na África

Sentamos de frente para o lago e tentamos curtir o final de tarde. Sinceramente mais do que o final de tarde em si, o que era legal era saber que estávamos em Uganda. Um país que poucas pessoas conhecem ou irão conhecer, e ali estávamos, com a oportunidade de conhecer mais um país em nossas vidas, mais uma região, mais um lago…

refletimos sobre o quanto somos privilegiados de estarmos ali, fazendo esse projeto tão longo e interessante. Felizes, de mãos dadas, voltamos para o carro, comemos uma massa com abobrinha e tomate, tomamos um banho capenga e fomos dormir! Amanha tem mais…

Quando falamos no facebook que estávamos planejando fazer uma viagem por Uganda e Ruanda recebemos diversas mensagens de pessoas falando sobre os perigos desses países, sobre a pobreza, que deveríamos realmente ter certeza disso, etc…

Claro que levamos tudo em consideração. Conversamos com diversas pessoas no Quênia que haviam feito esse roteiro recentemente e concluímos que seria seguro viajar para esses países. Que deveríamos evitar a visita ao Burundi, que esse ano, devido a eleições, passava por um momento delicado.

Realmente nao é um país que você vai viajar a noite, ou vai dirigir sem destino, sem saber onde vai. Até porque, tem grandes chances de não encontrar uma acomodação e ter que se expor a uma situação desconfortável. No fim, era isso que tentamos evitar.

Apos alguns dias dirigindo por Uganda, nosso destino hoje era chegar no parque nacional Mburo, que havíamos ouvido falar que era bacana. Fora da capital Kampala, no caminho para o parque vimos um país basicamente rural.

Enquanto cruzávamos os vilarejos vimos muitas crianças a caminho da escola, como essa menina linda.

Um pequeno vilarejo no interior de Uganda.

O que vimos ao atravessa de carro Uganda

Vimos as casas feitas de tijolos em sua maioria feitos de barro nos próprios vilarejos. A maioria não tem acesso a energia elétrica e dependem basicamente de carvão para cozinhar e se aquecer em algumas épocas do ano.

A água vem de poços artesianos e é comum ver as mulheres e crianças carregando galões em infinitas viagens entre os poços e os vilarejos.

Os mais afortunados trocaram a bicicleta por uma moto de baixa cilindrada.

Conforme nos engendrávamos nos vilarejos, mais vilas e vilas surgiam com as mesmas características. Crianças estão por todos os lados!

Muitos desses países chegam a receber 50/60% do seu PIB em forma de ajuda internacional, contudo esse dinheiro, infelizmente, só chega as migalhas nos cantos dos países.

Por conta dessa constante envio de $$$, o homem branco é sempre atrelado a ajuda e por onde passávamos, o que mais ouvíamos era: “Muzungo, give Money”- algo como “homem branco, me dá dinheiro”. Tanzânia, Malaui, Uganda e R.D.do Congo foram onde mais vimos o desespero das crianças por alguma ajuda!

Dirigindo por Uganda.

O tal do Parque Mburo

Chegamos no camping que tínhamos a direção, no topo de uma colina com uma bela vista para o tal parque.

O camping é parte de um hotel bacana, mas alguns meses atrás foi inteiramente destruído pelo fogo na floresta e estava fechado para reforma.

Conseguimos negociar de passar a noite no estacionamento e tomar um banho de balde quente.

A entrada no parque sairia por 100 dólares, por um dia todo, achamos bem caro. Até porque ouvimos que quase não tem mais animais selvagens, foram todos caçados. Dizem ter um leão no parque inteiro.

Resolvemos acordar cedo na manhã seguinte e seguir para o Lago Bunyonyi, já bem próximo a fronteira com Ruanda.

Esse lago nos surpreenderia com suas belezas!

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