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O dia que andamos sobre o maior glacial da Europa

De verdade, nunca imaginei que andaríamos dentro de uma caverna de gelo em um glacial da Europa, com grampões nos pés, com temperaturas próximas de zero e aqui, em um dos países mais pitorescos do mundo: a Islândia. 

Até aí tudo bem, né? Nossas vidas tem passado por muitas surpresas nos últimos anos. Eu também nunca imaginei dormir em uma barraca no meio de Botswana, visitar a Coreia do Norte ou mergulhar com tubarões e baleias no México. A lista é grande, ou seja, felizmente, digo isso mais vezes do que eu imaginava alguns anos atrás. 

Com o dia lindo, sem uma nuvem, mas com os termômetros próximos do zero, chegamos no glacial Skaftafell no sudeste da Islândia. 

Diferente de quando fizemos um tracking no glacial la em 2011, no Perito Moreno em El Calafate na Argentina, desta vez nossa missão era entrar dentro de uma caverna! 

A Rachel feliz da vida dentro de uma caverna de gelo.

É incrível, mas esperava um pouco mais

Com o sol nascendo, caminhamos por 20 minutos até a base do glacial. Lá colocamos nossos grampões (aqueles grampos no tênis para não escorregar no gelo), vestimos o capacete e aprendemos como usar o machado em caso de emergência. 

Não demorou para chegarmos a entrada da caverna de gelo, com seu azul maravilhoso! Pra mim, mais até do que a cor, é o polimento que o gelo tem, liso, translúcido, perfeito. Parece que alguem ficou ali, horas polindo cada pedacinho dele. 

Com a câmera em mãos fiz o meu melhor parar registrar aquele momento. Não que seja fácil, você tem pouco tempo, quer curtir, fotografar, ouvir a guia, olhar bem para o lugar. Quando você ve, já acabou… 

Eu confesso que esperava uma caverna maior, com mais formações, mais tons de azuis. Mas a Chel sempre fala, para isso precisamos fazer um tour privado, de mais horas, mais caro. Pagamos 200 dólares cada um, e essa é uma das opções mais em conta. Logo… 

Prestes a entrar na caverna de gelo, que é formada naturalmente com o fluxo de água que cai do glacial.

Minha decepção foi parcial

Que fique claro, é uma experiência única e vale muito a pena! Minha decepção parcial é muito porque já vimos muitas coisas e eu já havia visto muitas fotos. Outra coisa, as cavernas mudam o tempo todo, são esculpidas pela agua e duram em média 2/3 meses antes de serem fechadas pelo gelo, terra, etc… 

Ou seja, muita coisa vai mudar, literalmente! Como experiência foi marcante e não nos arrependemos, faríamos de novo, porque vai que a caverna muda, rs! 

O visual mais legal da caverna de gelo na Islândia.

A Rachel testando a dureza do gelo.

Registro histórico, primeira foto nossa dentro de uma caverna de gelo.

Muito frio e belos lugares

Fazia tempo que não sentimos tanto frio em nossas vidas – estamos usando tudo que temos, jaqueta de pena de ganso, luvas, gorro, corta vento e mesmo assim o frio ainda incomoda. 

Hoje o céu está bem ativo, com bastante atividade solar, ou seja, potencial para Aurora altissimo, mas o céu está cheio de nuvens e logo não vai rolar ve-la, infelizmente! Sábado tem chances… 

Durante o trajeto hoje, diante de tanta beleza, nos pegamos pensando em quão maluca é a nossa vida. Muitas vezes repleta de incertezas, mas nunca carente de novas e marcantes experiências. 

Era o que buscávamos lá em 2013, e ainda é o que nos move, juntos, claro! 

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