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Natureza, surf e paisagens no sul da Costa Rica

Estar aqui na Costa Rica novamente foi uma surpresa agradável em minha vida. Visitei em abril de 2012 de férias e naquela ocasião, nem passava pela minha cabeça visitar esse país em tão pouco tempo, muito menos vindo de carro. A vida é cheia de surpresas agradáveis e aqui estávamos nós…

O sul da Costa Rica ainda é bastante selvagem, sem muitos turistas por perto.

Fronteira Panamá para Costa Rica e suas burocracias!

Nossa passagem pelo Panamá foi relâmpago. O plano era ficar pelo menos duas semanas no país, porém como tínhamos dois amigos nossos vindo nos visitar na Costa Rica, tivemos que acelerar o máximo para chegar em tempo de pega-los no aeroporto. O bom da América Central é que é tudo próximo, 200/300km e você cruza o país todo. Do Sul ao Norte, do Pacífico ao Atlântico, sem dúvidas uma economia boa de combustível e tempo.

E lá fomos nós cruzar o “Passo Canoa”, mais uma fronteira na viagem. O visual é bem parecido com todas as outras, sujo e tudo desorganizado, só homens, pessoas gritando querendo fazer câmbio, mais do mesmo. O negocio é ter paciência, como tudo em uma viagem de volta ao mundo. Geralmente a saída do país é um processo rápido e a entrada que sempre demora mais.

Tem que fazer um monte de burocracia, porém na saída do Panamá foi diferente. Eles fizeram uma revista no Coyote que eu nunca tinha visto, tiraram tudo e mandaram abriram todas as caixas, violão, etc.

Interessante que, para entrar na Costa Rica, o fiscal da fronteira estava mais a fim em falar de futebol comigo do que revistar o carro. Aliás, uma curiosidade da Costa Rica, é que em nenhum outro país até agora na viagem vimos tantos campos de futebol.

Em todas as cidades sempre tem uma campo oficial com a grama cortada, os gols em bom estado e iluminação, muito legal!

Fotinho classica de mais uma fronteira cruzada: Bem vindos a Costa Rica!

Pavones: casa das ondas mais longas do mundo, um sonho para qualquer surfista!

Um pouco de paciência e em duas horas já dirigíamos país adentro. Nosso destino naquela quente e úmida manhã era o vilarejo de Pavones, no extremo sul da Costa Rica. Um lugar que eu já conhecia, mas a Chel não, e eu queria muito mostrar para ela. Em termos de surf, nas condições certas, Pavones é considerada umas das ondas mais longas do mundo, um sonho para qualquer surfista. Sem falar na água quente, que é muito agradável.

Acorda as 5h15 para surfar e agua está quentinha. Dessa vez não demos sorte em termos de ondas, mas o visual do lugar é paradisíaco. Como se tivesse parado no tempo, na década de 60/70. Existe poucas opções de habitação, alguns restaurantes, um campo de futebol e mais nada. É por isso mesmo que o lugar é legal, o clima é devagar, o tempo passa tranquilo e a quantidade de animais é surreal. Vimos dezenas de Araras vermelhas, macacos, esquilos e cavalos soltos na praia.

Pra quem pretende conhecer Pavones um dia, coloque “Golfitos” no GPS e siga até começar a ver as placas. O lugar é longe, a estrada é ruim, mas o visual chegando lá compensa. Próximo existe um lugar chamado Matapalo, infelizmente não fomos, mas ouvi dizer que é lindo com visuais ainda mais bonitos. Vai ficar para a próxima vez.

Agora era hora de acelerar para São Jose e encontrar nossos dois amigos, Gustavo e Henrique que vieram passar 10 dias aqui conosco.

Isolados em algum lugar do sul da Costa Rica

Cavalos pastam em mais um campo de futebol na Costa Rica

Nossa pousada na praia de Pavones, no sul da Costa Rica.

Dois melhores amigos do Leo chegaram

Após passar três agradáveis dias em Pavones, no extremo sul da Costa Rica, dirigimos até a capital do país. Lá iríamos receber a visita de dois dos meus melhores amigos do Brasil para curtir uma praia e surfar!

Após seis meses de estrada, vocês não tem ideia de como eu estava feliz por revê-los e poder surfar com eles novamente. Ficar jogado na praia igual os tempos de adolescentes, um sonho dentro de outro sonho! O voo deles chegou em uma sexta-feira cedo, essa noite passamos na casa de um casal brasileiro que vive aqui na Costa Rica.

Confesso que estava ansioso para chegar no aeroporto, encontrar com eles e pode contar como estava a viagem. Ouvir as besteiras que eles falam 100% do tempo e não foi diferente. Na hora que apontamos no terminal do aeroporto lá estavam eles, malas, capas de prancha, caras de cansados e tomando o sorvete mais caro das vidas deles. Sim, a Costa Rica é sem dúvida o país mais caro até agora no VLE.

Tudo é caro, pelo menos para nós que estamos na estrada faz tempo.

O plano com os meninos era simples, colocar eles dentro do Coyote  junto com as malas e dirigir para a Playa Negra. Fica próximo de Tamarindo no norte do país e umas 4/5 horas da capital. A viagem foi tranquila tirando a dor nas costas deles de ficarem todos tortos no carro, mas é tudo parte da aventura.

A begunça començou já no aeroporto, enquanto colocávamos as pranchas no carro!

Playa Negra: muito verde, ondas maravilhosas, um lugar incrível…

Eu escolhi Playa Negra porque tinha estado lá em 2012 e achei o lugar incrível. Na ocasião ficamos hospedados no Playa Negra Hotel, que é bem em frente ao pico, são vários bangalôs, muito verde, uma piscina gigante, restaurante de frente para a praia. O mais legal é que apesar de tudo isso, ele não é um lugar chique, mas tem tudo que você pode precisar.

Uma ótima sugestão para ir com família ou entre amigos. Dessa vez optei em ficarmos lá os dez dias que eles teriam. Por mais que tenhamos não surfado as melhores ondas que o lugar poderia oferecer, foi a escolha certa. O lugar é seguro, a Chel podia ficar na praia o dia todo lendo e tomando sol enquanto a gente se divertia.

Depois ficávamos na piscina até não aguentar mais, a noite alternávamos entre ir até Tamarindo (25 minutos de carro) ou comer alguma coisa ali próximo do hotel.

Tamarindo é uma das praias mais desenvolvidas da Costa Rica, muita gente brinca que é parecido com Miami. Eu não conheço Miami, mas acho que não deve parecer, não é pra tanto! Mas o lugar é bem bacana! Tem tudo por aqui, bom mercado, boas hospedagens, bons restaurantes, pubs e lojinhas, mesmo em um lugar pequeno.

Pegamos somente um chalet de 4 pessoas para dividir os custos

Esse era o visual do nosso quarto, piscina e a praia ao fundo.

O Leo saindo da agua no primeiro dia de viagem.

Dez dias incríveis com meus amigos, pena que passa rápido

Foi como voltar aos velhos tempos, que ficávamos jogados em Itanhem na casa da minha avó. Nossa única preocupação era surfar, comer e dormir. E agora não foi diferente, acordávamos as 5h15 para olhar o mar e as 19h já não nós aguentávamos mais em pé! Era certeza de dormir antes das 21h de tanto cansaço! dDez dias de muito surf, piscina e churrascos improvisados, risadas, piadas e a certeza de uma amizade muito bacana!

O tempo passa igual para todo mundo e quando vimos já era hora deles irem embora, voltar para São Jose e se despedir. O Gustavo já disse que volta para me encontrar na Europa, na África e na Indonésia. Quero só ver!

A rotina diária consistia em sentar em frente a praia e ver a hora certa de surfar!

Mesmo com as ondas pequenas, o negocio era passar o dia todo no mar.

Meu amigo Henrique furando uma onda enquanto eu fotografava!

Não podemos deixar de agradecer o Hotel Playa Negra e a agência The Surf Travel Co em Pinheiros, São Paulo. O Duda (um dos sócios da agencia), ajudou os meninos com as passagens, conseguiu tarifas muito melhor que as normais e ainda negociou um excelente desconto para a nossa estadia no hotel. Nada mais justo do que agradecer quem ajuda o Viajo Logo Existo.

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