De carro de Santiago até o Deserto Atacama no Chile

De carro de Santiago até o Deserto Atacama no Chile. Nosso primeiro destino era a cidade de La Serena, 500km ao norte. O dia estava ensolarado e aproveitamos a paisagem das montanhas cheias de neve em todo o trajeto.

O caminho sempre nos reserva belas paisagens como esta acima!

Nós ainda paramos no caminho para comprar algumas frutas, queijo e azeitonas em uma barraca beira de estrada. Chegando a La Serena fomos até a praia e conhecemos um senhor chamado Bill que morava ali. Ele nos falou sobre uma praia chamada Totoralillo, que era muito mais charmosa para ficar. Dirigimos dez minutinhos até encontrá-la e realmente a praia é muito diferente.

É como se fosse um braço invadindo o mar, mas pequeno o suficiente para você poder ver os dois lados.

Onde iríamos dormir?

Pensamos em dormir ali na praia, mas como tínhamos acabado de chegar e não sabíamos se era seguro, resolvemos dormir no posto de gasolina que tinha bem pertinho. Era um posto da bandeira Copec. Esses postos são bem estruturados, tem restaurante, lugar para estacionar e é possível tomar banho. Além de ser tudo bem limpo. Foi nossa primeira aventura em um posto e até cozinhamos!

No dia seguinte voltamos a praia de Totoralillo e o Leo, pela primeira vez, arriscou entrar no mar. A água por aqui é em torno de 12ºC! Ele aguentou por meia hora e depois saiu tremendo! Para ter uma ideia a água em São Paulo no inverno fica em torno de 20ºC, 21ºC.

Seguimos rumo ao norte e dirigimos até Caldera. Uma pequena cidade que é porta de partida para Bahia Inglesa. Que é uma pequena praia bem charmosa, no meio do deserto! Linda mistura! Aproveitamos que o tempo estava melhor e pela primeira vez tomamos café da manhã na praia! Também demos uma manutenção na barraca, que estava precisando depois do acidente em Santa Cruz.

Impressionante como o clima de deserto foi tomando conta do visual.

Festa pelo aniversário da cidade

Nesse dia ainda fomos até a cidade de Taltal. Para nossa alegria era aniversário da cidade e estava rolando diversas apresentações na praça central. Ficamos felizes de chegar e alguma coisa estar acontecendo. Provavelmente é uma cidade que nunca conheceríamos e ver toda aquela vida, um pouco de história, coisas típicas, nos deixa sempre animados!

Nosso próximo destino era Antofagasta e de lá partiríamos para o Deserto do Atacama. O trajeto desde La Serena é só deserto. Já tínhamos dirigido mais de 1.100km e a paisagem é incrível. Antofagasta é uma cidade grande e aproveitamos nossa estadia ali para irmos ao mercado fazer compras e nos preparar para o Deserto do Atacama. Ainda teríamos Calama no caminho, mas nossa ideia era ir direto até o Deserto do Atacama.

Nessa noite dormimos em um camping na praia. A noite estava linda. Cozinhamos, tiramos algumas fotos e descansamos!

Foram centenas de quilômetros em cenários muito parecido com esses.

A ausencia de nebulosidade no deserto sempre oferece belos momentos no fim do dia.

Como é bom estar de volta ao Deserto do Atacama

Mais uma vez chegávamos a São Pedro do Atacama! Foi nossa primeira viagem juntos, ainda em 2011, na mesma que fomos para El Calafate e tínhamos adorado! Agora era uma sensação totalmente diferente! Estávamos aqui novamente, mas com o nosso carro!

Nossa primeira visita foi as Lagunas Miscanti e Miñiques. Apesar de já termos visitado esse lugar, novamente ficamos impressionados! O mais legal era fazer isso com calma, aproveitar cada segundo, sem pressa…

Conhecemos um casal do Rio e um casal de franceses que, atraídos pelo carro, vieram falar com a gente.

Felizes de sermos recebidos com este lindo cenário!

Céu azul e terra por todos os lados, isso é o Deserto do Atacama.

O pôr do sol no Deserto do Atacama

Para o pôr do sol fomos para a Laguna Cejar e de lá saiu uma das nossas fotos preferidas da viagem até agora. Como a maioria dos passeios acaba indo embora no pôr do sol, aproveitamos para ficarmos ali sozinhos fotografando as estrelas! Isso foi a única coisa que reclamamos quando fizemos essa viagem com uma agência de turismo: os passeios geralmente vão embora bem no meio do pôr do sol.

Outro passeio que vale a pena é o Vale de la Muerte. Se estiver sozinho cuidado com os caminhos, passamos em uma parte de muita areia com um abismo do lado e quase ficamos por ali. Muitas pessoas fazem esse passeio de bike e ouvimos que vale muito a pena.

Encontramos pessoas fazendo sandboard. Crianças e adultos iniciantes e alguns mais experientes se divertiam nas dunas, enquanto o resto da família tirava foto!

Mais um pôr do sol lindo, dessa vez no Valle de la Luna.

Impressionante como o mesmo pôr do sol pode oferecer cores tão diferentes!

Nossa “dura” rotina no Deserto do Atacama

Mais uma dia acordamos e pensamos: o que fazer hoje? Sabíamos que ficaríamos o tempo que quiséssemos por ali e sem pressa íamos escolhendo o que fazer. Resolvemos ir ver as lagunas Dos Ojos, duas lagunas uma perto da outra. Elas são redondinhas e lembram dois olhos. Muitas pessoas entram na água, que é bem salobra. O Leo, em um momento de loucura falou: “ah quer saber, quando vamos vir aqui de novo?” Se trocou e tchibum! Hahaha Dei muita risada!

Primeiro que apesar de ser deserto e calor o ano inteiro, isso não significada que a água é quente.

Pelo contrário, estamos nos Andes cobertos de gelo. Foi o tempo de nadar até a saída da laguna e se enrolar na toalha e a única coisa que ele conseguiu suspirar foi: “que água fria!”

Fomos até o salar que é logo em frente. Pela primeira vez na viagem abrimos um livro. A maioria das pessoas pensa que estamos viajando e isso é meio parecido com não fazer nada, acho que até nós achamos que seria um pouco assim. Mas, na verdade, ficamos muito tempo no carro e aproveitamos para trabalhar. Quando estamos nos lugares, estamos fazendo os passeios ou o que chamamos de trabalho: escrever, fazer filmes, editar fotos, mandar material para os parceiros, estudar os próximos lugares, etc.

E para nós não existe sábado e domingo. Todo dia é dia de estar fazendo isso… Enfim, para concluir apesar de adorarmos ler ainda não tínhamos lido nenhum livro em três meses. Abrimos nossas cadeiras naquele cenário incrível, pegamos nossos livros e simplesmente ficamos ali, sem fazer muita coisa…

No final do dia mais uma vez enfrentamos o frio do deserto durante a noite, que chegava a bater 0ºC, com sensação térmica de -04ºC.

O que não faltam são paisagens como essa no Deserto do Atacama.

A vantagem de termos o salar só para a gente

Nos sentamos quando ainda não tinha ninguém por lá. Aos poucos dezenas de vans foram chegando enquanto centenas de pessoas sacavam fotos! Um casal de Goiânia, que viaja de carro aproveitando as férias dos filhos, viu a placa do Brasil e veio falar conosco. Também conhecemos um casal de São Paulo que visitava a filha em Santiago e resolveram da um pulo até o Deserto do Atacama. Sempre ficamos felizes por encontrar brasileiros. É sempre bom falar um pouco de português, ouvir como estão as coisas no Brasil…

Além de saber a opinião de outros viajantes sobre o lugar onde estamos!

Esse foi nosso último dia no Deserto do Atacama. Mais uma vez adoramos estar aqui e sempre vai ser um lugar que temos um carinho especial! Dessa vez ainda conhecemos pessoas que moram aqui e tivemos a oportunidade de ouvir suas histórias!

Isso com certeza não tem preço!

Tiramos a tarde inteira para fazer nada, literalmente!

Curiosidades

  • Há duas rodovias, uma pela praia e a rodovia 5 que é a principal. Encontramos o tempo sempre coberto por uma névoa e era só dirigir alguns quilometros rumo a ruta 5 para o tempo abrir e encontrar um sol escaldante e céu azul.
  • Em Antofagasta tem a escultura de uma mão chamada Mano del Deserto, vale a visita!
  • Nas cidades de Caldera e Taltal apesar de ter diversas hospedagens muitas estavam cheias por causa da manutenção das rodovias, a maioria dos trabalhadores são de outras regiões e fazem turnos de 15 dias inflacionando os preços e deixando tudo cheio. Não deixe de pechinchar.
  • Coyote fez seu primeiro resgate, saímos do salar quase 8hrs da noite (os passeios vão embora as 6hrs pm) e no caminho encontramos uma van que atolou na areia, com alguns turistas dentro. Pediu para levarmos os turistas, mas como não temos lugar no carro, resolvemos ajudar de outra forma, apesar de não termos usado o guincho nenhuma vez, ele não nos deixou na mão, depois de algumas tentativas, desatolamos o carro e todos puderam seguir viagem!
  • Passeios imperdíveis: Laguna miscanti e miniques, Laguna Cejar, Dos Ojos e Salar.

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