Dificuldade para cruzar a fronteira na República Democrática do Congo

Passamos um dia na fronteira na República Democrática do Congo depois de alguns dias na pacata Ruanda e foi um choque! Começando pela própria fronteira.

Chegamos na fronteira na Rep. Dem. do Congo bem tranquilos, afinal, era a primeira vez na viagem toda, que tivemos uma agência fazendo tudo para nós.

Os vistos tinham sido solicitados com antecedência e tinha inclusive uma pessoas, que falava francês, que trabalhava para a agencia que estaria conosco o tempo todo.

Porém, ao chegarmos lá, entregamos os nossos passaportes e as confirmações do visto. Nos pediram para aguardamos, e como não tem estrutura nenhuma, sentamos no chão para aguardar.

O tempo começou a passar e ninguém devolvia nossos passaportes e nem nos falavam qual era o problema.

A caminho de Punta Arenas, no meio do nada – Chile.

Um dia inteiro na fronteira da República Democrática do Congo

Conhecemos a Leonie, da agência Inspired Journeys lá em Arusha, na Tanzânia, e ela que organizou tudo. Estávamos bem confortáveis até chegarmos a fronteira em Goma.

Ali, tivemos certeza que seria impossível fazer qualquer coisa por lá sem ela!

O cara que estava lá para supostamente nos ajudar, não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo e só nos dizia para esperar.

Além de nós dois, o único turista por ali era um francês, que estava morando em Ruanda e resolveu aproveitar a proximidade para conhecer a Rep.Dem. do Congo.

O mais assustador, era que eles não queriam nem devolver os passaportes. Falaram para entrarmos no país e voltarmos no dia seguinte para buscarmos os passaportes com os vistos. O que estava completamente fora de cogitação.

Depois de quase 7 horas na fronteira, apareceu uma pessoa, se apresentou e disse que tentaria nos ajudar. Foi para uma reunião com o pessoal da imigração até voltar e nos dizer que nossos vistos tinham sido liberados.

Agora sim começaríamos nossa viagem pelo país.

Alguns momentos do caminho até o Parque Nacional Torres del Paine, Chile.

Primeiras impressões de Goma na Rep. Dem. do Congo

O que mais nos impressionou na fronteira foi ver a quantidade de organizações internacionais, ONGs e tudo relacionado a ajuda humanitária.

Os carros eram os mesmos mas os adesivos mostraram quem estavam ali, ONU, Médicos sem Fronteiras, Cruz Vermelha, Igreja Católica, contamos pelo menos 20 diferentes instituições.

As pessoas que passaram a fronteira para o lado de Ruanda, na sua maioria tinham passaportes azuis, que são os passaportes da ONU. Vimos inclusive um avião das Nações Unidas levantando voo.

Em Goma a surpresa foi ainda maior. A cidade parece saída de uma cena de filme de terror. Embaixo de uma chuva fina tudo parecia mais dramático. A cidade foi coberta pela lava do vulcão Nyiragongo (o que planejamos subir) no começo dos anos 2000. Por isso tem uma aparência cinza, de lava, misturada com a lama vermelha.

Mulheres e crianças em situação completamente precária. Carregando água ou madeira (para carvão) descalças embaixo de chuva. Realmente assustador. Tudo que não tínhamos visto até agora da África retratada nos filmes, vimos agora.

Da cidade de Goma até o Parque Nacional Virunga, são duas horas de estrada. Ficamos no hotel Mikeno Lodge dentro do Parque Nacional Virunga. O hotel é incrível e fica até difícil acreditar que existe um lugar desses depois de tudo o que vimos.

O hotel é novo e foi construído pelo próprio parque para começar a atrair turistas que querem ver os gorilas da montanha. E o grande diferencial da Rep. Dem. do Congo é que você ainda pode ver o incrível lago de lava no vulcão Nyiragongo.

Você está no meio da segunda maior floresta tropical do mundo, só atrás da Amazônia e a sensação de estar no meio da natureza é deliciosa.

A caminho de Punta Arenas, no meio do nada – Chile.

A caminho de Punta Arenas, no meio do nada – Chile.

A caminho de Punta Arenas, no meio do nada – Chile.

Conhecemos um príncipe, literalmente.

É o próprio hotel que emite as licenças para ver os gorilas e também para subir o vulcão, então você estará em boas mãos. Por uma questão de segurança sempre tinha um guarda florestal armado junto com a gente. Faz parte.

Tivemos a oportunidade de conhecer a Julie, responsável pelo hotel, e o Emmanuel, que nos ajudou na fronteira e que viemos a descobrir, era o direto do parque. Ele tem feito um trabalho incrível de restabelecer a ordem na parte sul do parque, antes dominada pelos rebeldes e pelas fábricas de carvão.

Descobrimos que ele é um príncipe da família real belga, mas que abriu mão de seus títulos para lutar pelo parque. Dorme em uma barraca junto com os guardas florestais e tem comprado todas as brigas necessárias para proteção do parque e dos gorilas.

Todas as noites ele se juntava aos hóspedes em volta da fogueira.

A caminho de Punta Arenas, no meio do nada – Chile.

Hora de descansar

Para quem quiser saber sobre o Parque Virunga e sobre o que tem acontecido na região, vale ver o documentário Virunga. Está disponível no Netflix e inclusive nomeado ao Oscar.

Tivemos uma tarde de descanso onde foi possível aproveitar o hotel, conversar com as pessoas e conhecer um pouco mais sobre esse incrível lugar!

Amanhã é dia de ir ver os gorilas.

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