Fronteira Coreia do Norte e Coreia do Sul | Ásia.67

Nosso terceiro dia seria ainda mais cansativo, pegamos três horas de ônibus para ir da capital Pyongyang até a fronteira com a Coréia do Sul, visita a Fronteira Coreia do Norte e Coreia do Sul.

A Fronteira Coreia do Norte e Coreia do Sul é conhecida como DMZ em inglês, em português, Zona desmilitarizada da Coreia, que na verdade, nada mais é, que a fronteira entre os dois países.

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Aqui vale uma ressalva importante, para a Coréia do Norte, não existe um país chamado Coréia do Sul, tudo é Coreia. Tanto que eles não se chamam de Coréia do Norte e é só por causa do imperialismo americano que o sul não está unificado ao norte.

São aproximadamente 200 km que separam a capital da fronteira, mas, levamos mais de três horas para cobrir esse trecho. Durante a viagem vimos muitas plantações e uma vida rural muito simples. Aqui a terra é do governo e os fazendeiros apenas trabalham na terra. Não vimos nada de maquinário e tudo é feito manualmente.

Eles basicamente plantam arroz e milho.

Chegando a fronteira esperamos mais de uma hora até sermos autorizados a seguir. O DMZ tem 250 km de extensão e 4 km de largura. Junto com um soldado que seguiu conosco entramos nessa região onde vários incidentes e muitas mortes já aconteceram desde que foi estabelecida em 1953.

Outro fato interessante é que não há nenhum acordo de paz entre os dois países, e sim um armístico, que significa um acordo para pararem de lutar.

De qualquer forma, o passeio é tenso. O soldado que estava conosco foi explicando os lugares e alguns prédios onde foram assinados os acordos.

A zona mais tensa do mundo!

Na fronteira exata, de um lado está o prédio da Coréia do Norte, há uma rua, alguns casas azuis da ONU, que são consideradas território neutro, outra rua e depois o prédio da Coréia do Sul onde também há uma base militar americana.

Apesar de estarmos ali fazendo algo turístico, as tensões entre os dois países são sérias.

Encaramos mais algumas horas de estrada até chegarmos novamente a capital Pyongyang. Ainda fizemos mais alguns passeios pelo centro, um pelo mercado, onde vimos alguns produtos importados, inclusive marcas como Maggi, mas a maioria são produtos produzidos na China, na Rússia e no Vietnã.

O mercado paralelo tem crescido muito no país e sabendo que tem girado uma parte importante da economia, Kim Jong Un, o atual líder, tem fechado os olhos para isso.

O que mais nos chamou a atenção no mercado foi ver que uma garrafa de whisky de uma famosa marca que custa o mesmo preço do Brasil. Considerando que muitas pessoas ganham em torno de 20 dólares de salário por mês, muitos dos produtos que estão lá são completamente inacessíveis.

De lá seguimos para a Rua do Futuro, o lugar mais moderno da Coréia do Norte. Segundo a nossa guia, os apartamentos da rua do futuro foram entregues aos professores. É realmente moderno, comparado com o resto do país, afinal, tudo é relativo nessa vida.

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