Aurora boreal no nosso primeiro dia na Islândia

Antes de irmos para a Islândia, saímos de Lisboa às 6 da manhã. Depois de uma agradável noite na companhia de um casal que nos recebeu em Lisboa, regado a muitas risadas e descontração, acordamos cansados para seguir para o aeroporto.

Nosso primeiro voo saia as 8:30 de Lisboa sentido Genebra na Suíça. Em Genebra fizemos duas horas de conexão. Tempo suficiente para ver que a Suíça continua cara! E então embarcamos para algumas horas de voo para Reiquiavique, capital da Islândia.

 

 

Já faz alguns anos que temos escutado sobre a beleza impar da Islândia. Comentários como “é o lugar mais bonito do mundo”, “é diferente de tudo”… E de alguma forma, depois de ter visto as belezas selvagens da Nova Zelândia, Alasca, Canadá, Escócia, Atacama, Patagônia, parecia que havia chegado a hora de ver com nossos próprios olhos.

O voo balançou um pouco, mas de verdade, esse já é a 22ª vez que entramos em um avião este ano. Ou seja, você acostuma e confia na máquina. Do alto parecia estarmos chegando no Atacama novamente. Uma imensidão de terra, sem nada, com alguns vilarejos pequenos.

Nossa chegada na Islândia

Nosso plano inicial era pegar um taxi até o Airbnb que reservamos próximo ao aeroporto. No dia seguinte voltaríamos para retirar o 4×4 que alugamos e ai sim começaríamos a explorar a ilha.

Mas algo deu errado e não poderíamos ser mais gratos por isso!

Com o endereço em mãos descobrimos que o taxi custaria 35 dólares para ir e 35 para voltar no dia seguinte. Sem perder muito tempo, abrimos o celular e vimos que alugar um carro pequeno custaria 55 dólares. Ou seja, muito mais fácil e ainda teríamos a liberdade de dar uma explorada na região.

Junto com tudo isso já estávamos monitorando de perto a previsão de aurora boreal. E mais do que a previsão em si, parecia que o céu estaria limpo à noite, até as 22h pelo menos.

Aurora boreal na primeira noite na Islândia

Às 20:40, depois de passar frio pelas ruas da cidade tentando achar um lugar para comer, quando a Chel já estava de pijama na cama, falei: “Mor, levanta, põe roupa, temos que sair agora!” O aplicativo já estava em 21% de chance de ver aurora boreal.

Na porta do Airbnb já vimos o céu meio verde. Deu tempo somente de achar um cantinho escuro na cidade, pegar o tripé, montar tudo e retratar esse belo espetáculo da natureza.

Frio e muito vento na Islândia

Frio, caramba, como está frio! Foi essa a minha sensação quando abri a porta do Airbnb hoje cedo para ir até o carro. Não estava congelante, na verdade o sol no céu até enganava, mas o problema por aqui é o vento.

Fazia tempo que não sentimos tanto frio em nossas vidas – estamos usando tudo que temos. Desde jaqueta de pena de ganso, luvas, gorro até corta vento. Mesmo assim o frio ainda incomoda.

Aliás, tínhamos agendado de fazer um passeio por dentro do glacial, o que eles chamam de Ice Cave. Mas recebemos um e-mail cancelando o tour. O motivo? Previsão de ventos de 100-150km/h no glacial!

Sabe qual foi o maior alerta que o rapaz da locadora de carro me deu? “Cuidado com o vento. É comum casos de abrir a porta e vento arrancar ela do carro. E atenção, isso o seguro não cobre.”

Bom, já vimos que o negócio é colocar umas pedras no bolso para não correr o risco de sair voando, principalmente a Chel que é magrinha.

A troca de carro para explorar as belezas da Islândia

Nós trocamos nosso carro normal por um 4×4 no segundo dia. E anotem ai, já vi que foi besteira ter pego um 4×4, pelo menos até agora. As estradas são ótimas, bem sinalizadas, asfaltadas e ainda não tem nada de neve nas ruas. Só nas montanhas.

Por conta do tour que teríamos basicamente cruzamos o sul da ilha até Kirkjubæjarklaustur (quero ver falar isso de primeira).

No caminho, quase 300km, viemos apreciando o belo trabalho da mãe natureza. Montanhas, lagos, cachoeiras, glaciais. Para quem gosta de paisagens naturais, esse lugar é um prato cheio!

Durante o trajeto, diante de tanta beleza, nós pegamos pensando em quão maluca é a nossa vida. Muitas vezes repleta de incertezas, mas nunca carente de novas e marcantes experiências.

Era o que buscávamos lá em 2013, e ainda é o que nos move, juntos, claro!

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