As belezas da Islândia: cachoeiras, lago de icebergs e caverna de gelo

Faça chuva ou faça sol, nós viemos ver as belezas da Islândia! Essa poderia ter sido a frase da viagem, com exceção que a chuva não apareceu, mas em compensação o vento…

Fomos informados que nosso passeio pelas cavernas de gelo do maior glacial da Europa havia sido cancelado devido a previsão de vento de 100km/h.

Fomos dormir ouvindo as rajadas batendo no telhado do hotel. Porém acordamos com tudo calmo, silencioso, apesar de nublado. E como nosso tour foi remarcado, agora era explorar a região.

 

 

Não faltam belezas da Islândia, para comprovar isso, basta olhar o mapa. Rios, cachoeiras, montanhas, cânions, praias, glaciais. Tem de tudo, impressionante!

Nossa missão na verdade era dirigir até Jökulsárlón. Um lago que fica repleto de icebergs, levando eles até o mar.

Lembram que falamos da previsão de vento? A calmaria durou pouco, depois do almoço as rajadas de vento chegaram. E chegaram tão forte que a Chel por alguns momentos perdeu até o equilíbrio. Vale ressaltar que o vento é muito frio.

Aproveitamos nosso 4×4 e entramos em diversas estradas menores atrás de belas paisagens. Talvez essa tenha sido o mais próximo que já chegamos da nossa volta ao mundo de carro. Estamos de carro, 4×4, sem destino explorando cada pedacinho do país.

 

Que sensação boa procurar as belezas da Islândia

Você aprende, aprende e morre burro! Tem um ditado assim, não tem? Bom, se existe alguma analogia com nossas vidas, eu diria algo mais ou menos assim: você viaja, viaja e morre sem ver tudo que tem de belo no mundo!

Já são quase 5 anos viajando pelo mundo, mais de 80 países e felizmente, temos descoberto lugares que nos fazem chorar de alegria, de tão lindo que são! A Chel bem sabe como eu fico. Já vou tirando o cinto, preparando a câmera, pulo do carro, fico igual criança!

Por outro lado, confesso que não está ficando cada vez mais difícil. A cada novo país vamos ficando cada vez mais exigentes com o que vemos! Para piorar nos últimos meses estivemos no Canadá, Alasca, Atacama e Bolívia. Só lugares TOPs quando o assunto é natureza.

A previsão era de vento e tempo nublado aqui na Islândia. Conforme dirigíamos ao redor da ilha, sentido Jökulsárlón, ou mais conhecido como Lago de Icebergs, o clima começou a abrir. Em contrapartida o vento aumentou! O carro puxava o tempo todo para o lado.

De verdade, eu, Leo, não sabia o que esperar! Já tínhamos visto alguns icebergs na Patagônia, e pensei que seria mais do mesmo. Mas conforme o GPS avisava que estávamos próximos, comecei a ver icebergs gigantes. Muitos deles. De repente passamos em uma ponte e tinha icebergs ali, logo embaixo da ponte! Fiquei possuído!

Jökulsárlón, o lago de icebergs

Falei para a Chel: “amor, estaciona o carro, preciso descer” e sai correndo! Nesses momentos, preciso até me controlar. Pensar nas fotos que quero fazer, nos ângulos, na luz. A Chel, magrinha, quase não conseguia andar de tanto vento que estava. É sério, tive que ajudar ela algumas vezes.

Jökulsárlón, de desconhecido, passou a um dos lugares mais bonitos que já vimos! A luz do sol poente no horizonte dava um toque especial ao local. De verdade, nem o vento cortante estava me incomodando. Não conseguia esconder minha felicidade!

Resultado: 749 fotos. E o mais difícil: escolher meia dúzia para ilustrar esse post. A parte boa é que guardei várias para um futuro livro.

Tour pela caverna de gelo

De verdade, nunca imaginei que andaríamos dentro de uma caverna de gelo em um glacial. Com grampões nos pés, com temperaturas próximas de zero e em um dos países mais pitorescos do mundo: a Islândia.

Assim como eu também nunca imaginei dormir em uma barraca no meio de Botswana, visitar a Coreia do Norte ou mergulhar com tubarões e baleias no México. A lista é grande. Felizmente, digo isso mais vezes do que eu imaginava alguns anos atrás.

Com o dia lindo, sem uma nuvem, mas com os termômetros próximos do zero, chegamos no glacial Skaftafell no sudeste da Islândia.

Diferente de quando fizemos um trekking no glacial em 2011, no Perito Moreno em El Calafate na Argentina, desta vez nossa missão era entrar dentro de uma caverna.

Com o sol nascendo, caminhamos por 20 minutos até a base do glacial. Lá colocamos nossos grampões (aqueles grampos no tênis para não escorregar no gelo), vestimos o capacete e aprendemos como usar o machado em caso de emergência.

Não demorou para chegarmos a entrada da caverna de gelo. Com seu azul maravilhoso! Para mim, mais até do que a cor, é o polimento que o gelo tem. Liso, translúcido, perfeito. Parece que alguém ficou ali, horas polindo cada pedacinho dele.

Com a câmera em mãos fiz o meu melhor parar registrar aquele momento. Não que seja fácil, você tem pouco tempo, quer curtir, fotografar, ouvir a guia, olhar bem para o lugar. Quando você vê, já acabou.

 

 

O que achamos do tour pela caverna de gelo

Eu confesso que esperava uma caverna maior, com mais formações, mais tons de azuis. Mas a Chel sempre fala, para isso precisamos fazer um tour privado, de mais horas, mais caro. Pagamos 200 dólares cada um. Essa é uma das opções mais em conta. Logo…

Que fique claro, é uma experiência única e vale muito a pena! Minha decepção parcial é muito porque já vimos muitas coisas e eu já havia visto muitas fotos. Outra coisa, as cavernas mudam o tempo todo. São esculpidas pela água e duram em média 2/3 meses antes de serem fechadas pelo gelo ou terra.

Ou seja, muita coisa vai mudar, literalmente! Como experiência foi marcante e não nos arrependemos, faríamos de novo, porque vai que a caverna muda.

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