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Visita ao mausoléu do líder da Coreia do Norte

Um dos passeios que estava no nosso itinerário é o passeio para visitar o Mausoléu do líder da Coreia do Norte.

Pensar em visitar o mausoléu de alguém já é algo sinistro, pensar em visitar o mausoléu do líder da Coreia do Norte é algo mais surreal ainda.

Os guias são responsáveis pelos turistas o tempo todo então eles ficam um pouco neuróticos em relação a esse passeio e isso é serio. A primeira coisa que nos pediram foi para estarmos dez minutos mais cedo da hora que iríamos partir para que pudessem checar se nossas roupas estavam adequadas.

Deveríamos estar com nossas melhores roupas e alguns turistas inclusive estavam de terno e gravata.

Um turista que não trouxe calça teve de mandar fazer na noite anterior, caso contrário não poderia ir ao mausoléu. Mulheres tem que ter ombros e joelhos cobertos e sapatos fechados.

No ônibus eles pedem para todo mundo tirar tudo que tem nos bolsos, não pode levar nada com você, nem a carteira, nem nenhum documento que tenha seu nome.

Coisas que nos parecem meio sem sentido e infelizmente não há espaço para perguntar. Então, só obedecemos.

Eles já tinham repassado três vezes como seria o procedimento dentro do mausoléu, desde toda a revista que seria feita até o que não fazer, como por exemplo: não colocar a mão no bolso, nem as mãos na frente do corpo, nem atrás do corpo.

De novo, não há espaço para perguntar o porque disso tudo. O que constatamos é que eles estavam muito nervosos.

O Kumsusan Palace of the Sun, onde visitamos o mausoléu dos ex-líderes da Coreia do Norte.

Praticamente em outro mundo

Após a morte do Presidente Kim Il Sung este palácio foi convertido em Mausoléu e é conhecido como Kumsusan Palace of the Sun.

Passamos pela primeira revista, todos em fila, para depois pegamos uma esteira rolante sem fim até a segunda revista. Na segunda revista os funcionários vão organizando os grupos para liberar a entrada ao palácio.

Conforme caminhávamos por dentro do palácio e nos aproximamos da sala onde está o Presidente Kim il Sung ainda passamos por pequenos corredores que sopram um vento forte dos dois lados para evitar que qualquer poeira ou bactéria entre com você.

Uma luz vermelha iluminava o lugar e apesar de já termos visitado alguns mausoléus, ficamos estarrecidos com o que vimos: uma caixa de vidro com o corpo de Kim Il Sung estava diante de nós e enquanto o observávamos erámos observados pelos muitos oficiais do exército e seguranças que ficam no local.

Aqui novamente as reverências são necessárias, em todos os lados do corpo menos na cabeça. É completamente surreal. Qualquer coisa que você fizer errado nesse momento você estará encrencado.

O que mais me causava espanto além de ver aquela pessoa que já morreu há mais de 20 anos completamente conservada é que todas as minhas perguntas não teriam respostas.

Ainda tinha mais por vir. O Mausoléu do General Kim Jong Il foi o próximo que visitamos, mesmo já tendo visitado um, ninguém estava mais confortável, todo mundo apreensivo, de olho nos guias.

Saímos de lá estarrecidos! Será que os corpos são de verdade? Por que manter os corpos? Tudo isso faz parte de uma doutrinação da população?! Ou eles realmente sentem-se privilegiados de poder chegar perto dos líderes?

Bom, vai ser difícil saber a resposta, mas, que é assustador, isso é. Pelo menos agora já visitamos o mausoléu do líder da Coreia do Norte.

Para esse passeio usamos nossas melhores roupas e obviamente não é permitido fotografar dentro.

Monumentos de Pyongyang

De lá, seguimos para outros monumentos. Um deles o símbolo do Partido dos Trabalhadores, onde ouvimos um pouco da história do partido. A guia falava em coreano e nossa guia, a Lee, traduzia para o inglês.

O outro monumento foi a Torre da Ideologia Juche, que é a torre que representa a filosofia criada pelo fundador do país e que segundo eles não é nem comunismo, nem socialismo, mas algo melhor do que isso, onde cada homem é dono do seu próprio destino.

Mas aí nos perguntamos: mas como a pessoa pode ser dona do seu destino aqui? Ela pode sair do país? Não. Pode escolher a casa onde vai morar? Não. Pode escolher a escolha do filho? Não. Pode escolher sua profissão? Também não. De alguma forma isso nos fez questionar porque essa filosofia não é realmente aplicada a todos.

Nesse monumento a guia falava inglês admiravelmente bem, perguntamos onde ela aprendeu e ela nos disse que na faculdade. Perguntamos o mesmo para os nossos guias mas nenhuma das respostas foi parecida.

Os jardins do palácio são impecáveis e a segurança também.

Palácio das Crianças

Para completar nosso dia, fomos visitar o que eles chamam de Palácio das Crianças, um lugar onde as crianças podem ir depois da escola para fazer aulas de dança, de música e de artes.

É surpreendente o quanto as crianças são excelentes no que elas fazem. Depois de vermos as instalações e vermos as crianças na sala de aula, seguimos para ver uma apresentação.

Um grande palco com quase 1000 espectadores assistia crianças de 5 anos se apresentarem e atuarem como se tivessem anos de experiência.

Apesar da emoção de ver aquelas crianças tão pequenas com performances de forma excelente não dá para ter dúvidas que para chegar naquele nível as crianças devem seguir um rigoroso e disciplinado treinamento.

Duas dúvidas nos perseguiram nesse segundo dia:

  • Todas as crianças do país têm acesso a essa estrutura maravilhosa?
  • As crianças tem a opção de ir ou não ir?

O passeio ao mausoléu dos líderes foi um dos passeios mais surreais da viagem inteira.

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